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domingo, 19 de novembro de 2017

Portal Sci-Hub é condenado por violação de direitos autorais

American Chemical Society (ACS), sociedade científica sem fins lucrativos e editora acadêmica, venceu um processo contra Sci-Hub, um site de inspiração ativista voltado ao compartilhamento de artigos científicos criado em 2011 por Alexandra Elbakyan.
Confira a matéria completa neste link: https://www.the-scientist.com

domingo, 5 de julho de 2015

Acabe de vez com compartilhamentos sem dar créditos

Licença busca flexibilizar reprodução e uso de conteúdo em ambiente digital

Produzir conteúdo e ser devidamente reconhecido tem sido um dos grandes desafios de uma sociedade calcada, desde o seu princípio, em valores de intelecto e engenhosidade aplicados à prática. Santos Dumont e os irmãos Wright, Tesla e Thomas Edison, Newton e Leibniz: não foram poucos aqueles que tiveram suas vidas mudadas para sempre por problemas de autoria – para o bem e para o mal. A despeito da grandiosidade de um conteúdo, existem, hoje, mecanismos capazes de proteger e gerenciar o uso e a reprodução de materiais, sejam eles no ambiente físico ou virtual. A lei 9.610, de 1998, indica que qualquer produção intelectual, com ou sem registro, tem sua proteção garantida no Brasil.

Licenças são mecanismos visando padronizar o compartilhamento, a adaptação e a utilização de conteúdo conforme condições impostas por autores. O Creative Commons é uma ONG que nasceu para permitir o compartilhamento e uso da criatividade e do conhecimento de maneira consciente e regulamentada. No Brasil, o projeto é coordenado por Ronaldo Lemos, e tem em sua base a Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição responsável pela adaptação da licença à realidade em todo o País.

Veja o Infográfico construído com base na arte de Carla Vieira no Site da Interativa.com: AQUI

Fonte: Interativa - Dica via Blog Prática da Pesquisa

sexta-feira, 5 de abril de 2013

10 dicas para identificar o plágio

Prof. César Tibúrcio (UNB)


Além dos programas de caçam plágio, um leitor poderá desconfiar que um texto seja plagiado a partir de algumas dicas. Apresento, a seguir, uma lista incompleta de alguns dos indícios:

  1. O nível do texto é superior à capacidade do autor – Isto pode ocorrer quando você conhece quem escreveu o texto. Se o trabalho que você estiver lendo tiver uma qualidade muito acima do que você esperaria daquela pessoa, isto pode ser um sinal de plágio;
  2. O texto mudou de estilo e de qualidade – O texto segue um estilo normal e, de repente torna-se muito técnico. O novo trecho tem grande chance de ter sido copiado de alguém. Outra situação próxima a esta é a mudança brusca de assunto. 
  3. A análise dos dados para num ano sem uma explicação plausível – Li um artigo este ano em que os autores fizeram uma análise de algumas demonstrações financeiras no ano de 2010. Não existia nenhuma razão de fazer a análise para 2010 se existiam informações disponíveis de 2011. 
  4. Citações difíceis de serem obtidas – Existem algumas obras que dificilmente as pessoas conseguem acesso, como artigos antigos e livros com edições esgotadas. 
  5. Não existe vínculo entre as partes – Alguns textos parecem Frankenstein: as partes não estão interligadas, a análise de dados não tem uma coerência com o referencial teórico e assim por diante. 
  6. Citações defasadas – Quando não existe nenhuma obra recente sobre o assunto no trabalho: isto pode ser um sinal de que o autor buscou em terceiros sua citação. 
  7. Tradução em citações literais – Alguns textos possuem citações literais de obras em outras línguas. Em geral que faz ele próprio a tradução, informa que a tradução é própria. 
  8. Tema pouco usual na literatura acadêmica brasileira – Há meses fui convidado a avaliar um artigo encaminhado para um periódico nacional. O assunto era pouco usual na nossa literatura, assim como a abordagem usada – baseada excessivamente em modelagem. O texto era uma tradução de um artigo publicado em língua inglesa. 
  9. Gráficos com baixa resolução – Se no trabalho aparecer uma figura, um gráfico, uma tabela ou fórmula com baixa resolução visual desconfie. Pode ter sido usado o Control C + Control V.
  10. A formatação difere das regras pré-estabelecidas – Eis um caso típico: foi solicitado expressamente para usar as normas da ABNT na citação e o texto traz citações pelas normas da APA. Qual a razão para o autor desobedecer as normas?
Fonte: aqui

Dicas: Sistemas anti plágio acadêmico

Alguns funcionam off-line, outros on-line.
  1. http://www.docxweb.com
  2. http://www.plagius.com
  3. http://turnitin.com/pt_br
  4. http://www.farejadordeplagio.com.br
  5. http://copyspider.com.br
  6. http://viper.softonic.com.br/
  7. http://www.crossref.org/crosscheck
  8. https://www.writecheck.com
  9. http://etest.vbi.vt.edu/etblast3
Confira ainda estas duas lista indicadas no blog do Prof. Alberto Claro:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Instituição de Ensino e Plágio

O que tem em comum Tom Jobim, o presidente Putin, o filho de KadhafiChris “Cauda Longa” Anderson e a revista Fortune? Todos já foram acusados de plágio.


Na universidade, o plágio é considerado um dos maiores problemas. Alguns sugerem uma punição severa, mesmo que a cópia seja de algumas linhas, com a reprovação ou a retirada de circulação do artigo publicado. Em certas instituições de ensino, somente após receber um certificado de originalidade é que o aluno recebe o título de graduado. 

Apesar da existência de softwares que permitem a descoberta do plágio, o problema continua a acontecer. 


Mas o que fazem as universidades? Elas possuem uma política clara sobre o assunto? Uma pesquisa de Marcelo Krokoscz, publicada na Revista Brasileira de Educação (e sugerida por Alexandre Alcantara, grato) faz um estudo comparativo entre as diversas instituições. Krokoscz escolhe três instituições de ensino classificadas como as melhores de cada continente e pesquisa para saber se existe uma política institucional contra o plágio. Usa, para fins comparativos, informações da USP, Unicamp e UFSC. O resultado é assustador. Enquanto as universidades dos EUA, Europa, Ásia e Oceania possuem medidas institucionais sobre o assunto, medidas preventivas e corretivas, as instituições brasileiras restringem sua política em algumas soluções preventivas e, no caso da USP, algumas medidas corretivas. E tão somente. Isto significa dizer que o problema do plágio não é atacado pelas nossas universidades, sendo objeto de algumas ações individuais. 

Sendo avaliador de artigos científicos e professor universitário convivo com o plágio rotineiramente. No último semestre solicitei artigos para meus alunos. Mesmo avisando para não fazerem cópias, dos 30 trabalhos que recebi, cinco receberam nota zero por plágio. Isto apesar dos avisos em sala de aula e da minha fama de ser intolerante quanto ao assunto. Como avaliador, já tive a experiência de ler um texto para um periódico e ao final descobrir que o mesmo era uma tradução de um artigo publicado em língua inglesa. 

Talvez seja necessário que os professores que acreditam que o plágio seja algo errado tenham um apoio das suas instituições de ensino. Que, pela pesquisa, parece não acontecer nos dias de hoje no Brasil. 

Leia mais em: 
KROKOSCZ, Marcelo. Abordagem do plágio nas três melhores universidades de cada um dos cinco continentes e do Brasil. Rev. Bras. Educ. [online]. 2011, vol.16, n.48, pp. 745-768. ISSN 1413-2478.


Fonte: César Tibúrcio in Contabilidade Financeira

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Livro: Autoria e Plágio

Foi lançado neste mês de abril um excelente livro que trata sobre a questão do plágio acadêmico. O livro “Autoria e Plágio” foi escrito pelo Prof. Marcelo Krokoscz, mestre e doutorando em Educação (USP). O livro é eminentemente prático, com exemplos das situações que os pesquisadores e acadêmicos se deparam no dia a dia. Traz algumas dicas sobre como distinguir uma ideia própria de plágio, além de abordar temas interessantes como paráfrase, autoplágio, conhecimento comum, paródia e principalmente como o plágio pode ser evitado.

Sites do Autor

Clique na capa e acesse o site do livro. Veja a seguir a sinopse da obra.

SINOPSE
Entende-se por plágio a apropriação e apresentação de conteúdo alheio como se fosse próprio. Essa prática no âmbito acadêmico é um sério problema que interfere na qualidade da produção científica, compromete a credibilidade do processo de autoria e ameaça a reputação de instituições de pesquisa.

Embora em algumas situações o plágio possa acontecer de modo deliberado (quando há intenção do redator em cometer uma fraude intelectual), supõe-se que em muitos casos o plágio acontece de forma acidental, ou seja, ocorre na redação científica simplesmente por desconhecimento por parte do redator das diretrizes de escrita acadêmica, tais como a correta indicação (citação) e identificação (referência) das fontes utilizadas em trabalhos e relatórios científicos, as quais consistem em regras básicas e eficazes que evitam a ocorrência do plágio.

Nesse sentido, este livro apresenta-se como um material de apoio didático destinado a estudantes, professores, pesquisadores, editores, autores e instituições de ensino e pesquisa. A finalidade principal da obra é orientar de modo prático como devem ser apresentados conteúdos científicos em projetos de pesquisa, trabalhos de conclusão de curso, dissertações, teses, artigos científicos, relatórios, livros e outros trabalhos acadêmicos, de modo que se evite a ocorrência de plágio.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Ferramentas anti-plágio acadêmico

por Alejandro Knaesel Arrabal  

Mais uma ferramenta de apoio à identificação de plágio. DOCxWEB é um aplicativo on-line que compara o conteúdo de documentos com conteúdos publicados na Internet. “Esta ferramenta pode ser usada para verificação da autenticidade de documentos como monografias, artigos, trabalhos escolares, etc.”
Confira no site http://www.docxweb.com/

Aproveito para indicar o postPlágios e fraudes: sites e software” publicado no blog Bibliotequices*.

Sugerido também no blog da professora Caroline Luvizotto.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ciência Honesta

Por César Tibúrcio


Andrew, em Suggested resolution of the Bem paradox, discute a questão da proliferação de pesquisas de baixa qualidade na ciência moderna. Isto inclui plágio, mas também manipulação de dados e citações. Talvez este problema não seja somente da ciência moderna, mas sempre existiu. A questão é que isto possui uma série de consequências: perda de tempo e dinheiro para quem tenta replicar os achados, desgaste com a divulgação dos problemas, atraso no progresso científico, etc. Este é um problema sério que talvez não seja possível ter uma solução única.

Baseado em Andrew e na minha experiência como professor e pesquisador, algumas sugestões são necessárias:

a) Colocar a disposição do leitor (e do avaliador do artigo) os dados primários das pesquisas. Isto ajudaria a inibir a invenção de informações e permitiria verificar a existência de erros de cálculos;

b) Mudar o sistema de mensuração dos programas de pesquisa e ensino de pós-graduação. O sistema de incentivo existente hoje premia o pesquisador pela quantidade, não pela qualidade;

c) Ser rigoroso com quem comete este tipo de erro. Isto deve ser feito para todos os estágios do processo de pesquisa e ensino. Um aluno que escreve um artigo com plágio deve ser reprovado; um artigo publicado num periódico e que posteriormente constatou a existência de plágio, deve ser retirado de circulação; um artigo submetido num periódico para publicação onde se constatou plágio, deve ser divulgado para os pares tal fato para impedir que o mesmo seja publicado num periódico desavisado;

d) Incentivar o uso de métodos mais relevantes de análise, para evitar a existência de fatos como correlações espúrias. Andrew sugere o uso de multilevel modeling .

e) Incentivar o uso de working paper

f) Mais importante: vivemos país onde a desonestidade não é punida (incentivada?) e a “esperteza” é valorizada, em grandes e pequenas situações (furar uma fila, ultrapassar pelo acostamento, usar energia sem pagar e muitos outros exemplos). Nunca conseguiremos fazer uma ciência “honesta” num ambiente destes.

Figura, aqui

Fonte: Blog Contabilidade Financeira

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tocata "Plagiarium"


Uma charge “digital” sobre o plágio em trabalhos acadêmicos.

A "musicalidade" do "Ctrl+C, Ctrl+V".






Criação: Alejandro Knaesel Arrabal - site Prática da Pesquisa

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ter um filho ou escrever uma dissertação?

Porque é mais difícil escrever uma dissertação do que ter um filho?

1. Três meses antes do seu prazo o seu doutor não fala: “Quero que você volte e refaça o trabalho do primeiro trimestre”.

2. Ao contrário de orientadores, você pode trocar de doutores sem ter que recomeçar tudo de novo.

3. Conceber neném é MUITO mais divertido que conceber um tópico.

4. Você sabe exatamente quanto tempo dura uma gravidez.

5. Amigos e parentes não questionam o valor de um bebê.

6. Você não precisa explicar repetidamente aos seus amigos e familiares o que é necessário para se conceber um filho e porque você ainda não chegou lá.

7. Ninguém o fará ir pra pós-graduação antes de ter um filho.

8. Todo mundo dirá que seu filho é lindo e você acreditará.

9. Nenéns não demandam notas de rodapé apropriadas e aderência ao manual de estilo.

10. Se você vai ter um bebê, é livre para pegar emprestadas coisas de outras pessoas e não ser acusado de plágio.

11. Ninguém vai reclamar se o seu neném for muito parecido com outro bebê.

Fonte: aqui via Contabilidade Financeira

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Aumento do plágio preocupa pesquisadores

O aumento da incidência do plágio - apropriação indevida da obra intelectual de outra pessoa - em produções científicas vem preocupando pesquisadores em todo o mundo. No Brasil, embora não haja estudos que apontem o crescimento da prática, a falta de regras claras para a definição e a prevenção dessa conduta considerada antiética torna a questão bastante delicada. A avaliação é da pesquisadora da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Sônia Vasconcelos, que estuda o assunto.

A professora, que participou hoje (16), no Rio de Janeiro, de um seminário sobre o tema, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explicou que há levantamentos que apontam que a identificação de má conduta, entre elas, a ocorrência de plágio, triplicou entre a década de 1970 e 2007, tendo passado de menos de 0,25% para 1%, em estudos submetidos ao Medline, base de dados de produções da literatura internacional da área médica e biomédica. Sônia Vasconcelos destaca que a facilidade de acesso aos dados da produção científica, por meio da internet, acaba ajudando quem 'não quer ter o trabalho de gerar um texto original'.

Mas ela cita, ainda, a falta de proficiência de pesquisadores brasileiros em inglês como fator que leva ao plágio. 'Há um senso comum apontando para o fato de que a internet acaba facilitando a vida de quem quer cometer o plágio. Mas essa facilidade de acesso aos dados não é a única responsável pelo aumento da incidência de plágio na academia. O fator linguístico é um dos mais importantes que levam à prática [do plágio]. Muitos pesquisadores têm grandes dificuldades em defender e argumentar seus resultados em inglês, que é a língua da ciência', ressaltou. Segundo a pesquisadora, diante desse cenário, é preciso desenvolver mecanismos cada vez mais eficientes para a detecção e a coibição do plágio. Ela destaca que, quando o plágio é identificado em uma obra, a publicação é cancelada pelo editor científico. 'Uma obra que é fruto de plágio não confere originalidade ao que pode parecer novo para a ciência. Quando o pesquisador submete algo como se fosse novo, ele gasta tempo do editor [científico] e não traz contribuição original ao desenvolvimento científico', acrescentou.



Sônia Vasconcelos destaca ainda que a falta de regras padronizadas para avaliação do plágio acaba dificultando o combate à prática. 'Não há uma métrica definida igualmente em todo o mundo para avaliar o plágio com precisão. As diferentes culturas têm divergências nesse sentido. Além disso, é preciso discutir a possibilidade de se uniformizar essas regras para as variadas áreas científicas', disse. Para ela, também é preciso haver uma maior atenção, não apenas no Brasil, à formação de jovens pesquisadores com orientações claras sobre a prática e os prejuízos que ela traz à comunidade científica. A pesquisadora acredita que muitos iniciantes podem utilizar indevidamente trechos de obras alheias, fora dos padrões aceitáveis, por ingenuidade."


FONTE: AGÊNCIA BRASIL. Aumento do plágio preocupa pesquisadores.INFO. 16 mar. 2011.
Disponível em:
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/aumento-do-plagio-preocupa-pesquisadores-16032011-39.shl. Acesso em: 03 maio 2011



Dica desta matéria: Prática da Pesquisa